Teresina - PI /
outubro 22, 2026 16:27

Menu

EDITORIAL Por que o Brasil precisa de um governo de direita

O país nunca arrecadou tanto, nunca deveu tanto e nunca entregou tão pouco. O modelo do Estado que tudo promete chegou ao limite.

Todo brasileiro conhece a cena. O salário cai na conta e, antes do dia 10, já foi embora: no supermercado, no combustível, na conta de luz, no boleto do cartão. E, no meio do caminho, invisível, o imposto. Está no remédio, no caderno da criança, no gás de cozinha. O brasileiro paga o tempo todo. E, quando precisa do Estado, descobre que ele não está lá.

Eu acredito que o Brasil precisa de um governo de direita. Não por fanatismo, nem por ódio a ninguém, mas por uma razão que cabe numa frase: porque o modelo que nos governa cobra como rico e entrega como pobre. E os números, que não têm ideologia, confirmam isso.

Nunca se cobrou tanto

A carga tributária bruta do Brasil chegou a 32,4% do PIB em 2025, o maior patamar da série histórica iniciada em 2010, segundo o Tesouro Nacional. Leia de novo: o maior da série. Nenhum governo anterior desse período tirou tanto do bolso de quem produz.

Para a esquerda, imposto é sempre a solução. Faltou dinheiro? Aumenta o imposto. A meta não fechou? Cria-se uma nova cobrança. O gasto cresceu? A culpa é de quem não paga o suficiente. Nunca, em nenhuma hipótese, a pergunta é a que qualquer pai de família faz quando o dinheiro não dá: onde eu posso cortar?

Nunca se deveu tanto

O mais grave é que, mesmo arrecadando como nunca, a conta não fecha. Ao fim de 2022, a dívida bruta correspondia a 71,7% do PIB. Em julho de 2026, chegou a 82,51% do PIB, o maior nível em 63 meses. Mais de dez pontos do tamanho da economia brasileira, empurrados para o colo dos nossos filhos e netos.

E dívida não é abstração. Dívida cobra juros. Os gastos com juros da dívida somam R$ 1,2 trilhão, o equivalente a 8,8% do PIB. Um trilhão e duzentos bilhões de reais que não viram hospital, nem creche, nem viatura, nem estrada. Viram juros.

Aqui está a maior contradição do discurso que se diz defensor dos pobres. O descontrole fiscal é o mais perverso programa de transferência de renda que existe: tira do trabalhador que paga imposto e entrega a quem empresta ao governo. Quem gasta sem limite em nome do povo acaba fazendo o povo pagar a conta, com juros.

Quem cria riqueza é quem trabalha

O Estado não produz riqueza. Ele a recolhe, cobra o pedágio e redistribui o que sobra. Quem cria riqueza é o comerciante que levanta a porta de aço às seis da manhã, o produtor rural que aposta tudo numa safra, o motorista de aplicativo, a manicure que virou microempreendedora, o jovem que abriu um negócio porque não encontrou vaga.

Essa gente não pede favor ao governo. Pede para ser deixada trabalhar. Quer abrir uma empresa sem enfrentar um labirinto de carimbos. Quer regra tributária que não mude a cada ano. Quer crédito que não seja estrangulado por juros alimentados pela gastança do próprio governo. Quer segurança jurídica para investir sem medo de que a regra mude no meio do jogo.

Um governo de direita aposta nesse brasileiro. Acredita que a melhor política social é um emprego com carteira assinada numa economia que cresce de forma sustentável, e não uma economia que cresce a crédito e deixa a fatura para depois.

Ordem é a primeira das liberdades

Não existe liberdade onde o cidadão tem medo de voltar para casa. Não existe liberdade em bairros onde a facção decide quem entra e quem sai. E quem mais sofre com isso não é a elite atrás do muro alto. É a mãe da periferia que conta as horas até o filho chegar.

A direita trata a segurança como o primeiro dever do Estado, porque é. Polícia valorizada e bem equipada, pena que se cumpre de verdade, combate sem trégua ao crime organizado. Quem relativiza o crime não está protegendo o pobre; está abandonando-o.

Valores que constroem um país

Por fim, há aquilo que não aparece nas planilhas, mas sustenta todas elas. Acreditamos que a família é a primeira rede de proteção de qualquer pessoa. Que o esforço e o mérito devem ser recompensados, e não punidos. Que a escola existe para ensinar a ler, escrever, calcular e pensar com a própria cabeça. Que o cidadão é adulto, dono da própria vida, e não súdito de Brasília.

São valores simples. E é justamente por serem simples que tantos brasileiros se reconhecem neles.

A escolha

O Brasil já experimentou, por tempo suficiente, o modelo do Estado que tudo promete e pouco entrega. Conhecemos a fatura: imposto recorde, dívida crescente, trilhão em juros, serviço público que não chega a quem precisa.

O país merece outro caminho. Um governo que trate cada real público como sagrado, porque ele sai do suor de cada brasileiro. Que cobre menos, gaste melhor, deva menos e devolva mais. Que confie em quem trabalha, proteja quem cumpre a lei e respeite o cidadão como dono do Estado, e não o contrário.

Isso não é extremismo. É bom senso. E o Brasil, finalmente, precisa ser governado por ele.

Mais lidas

Veja mais

FIQUE A FRENTE DOS ACONTECIMENTOS!

Deixe seu e-mail e receba análises profundas, furos de reportagem e os bastidores do poder toda semana.