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julho 27, 2026 03:50

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Dois navios esperam há semanas, vazios e fundeados, pela primeira exportação que o governo já comemorou

Rastreamento AIS identifica o MARINE VICTORY e o VENTURE — o navio oceânico e a plataforma de transbordo da operação inaugurada com o KONTA II — parados a 31 km de Luís Correia, com datas de chegada vencidas desde 14 e 30 de junho; o navio anunciado como “Capesize de 200 mil toneladas” tem 114 mil, a própria Companhia admite que a autorização definitiva do TUP ainda tramita e o governo já reconhece que o canal precisa ir de 7 para 11,5 metros

Investigação e denúncias: Trabulo Neto e Trabulo Júnior

Enquanto o Governo do Piauí celebrava, na semana passada, a atracação do navio graneleiro Konta II no berço 401 do Complexo Portuário de Luís Correia como a primeira exportação de minério de ferro pelo estado, duas outras embarcações — invisíveis nas fotos oficiais — seguem fundeadas em alto-mar, ao largo da costa piauiense. A Rádio Calçada as identificou por rastreamento AIS capturado nesta segunda-feira (7): o graneleiro MARINE VICTORY e o autodescarregador VENTURE, ambos de bandeira liberiana, parados a pouco mais de 1 quilômetro um do outro, com destino declarado “BR LUIS CORREIA”.

Os dados públicos de rastreamento dessas duas embarcações permitem, pela primeira vez, reconstituir a logística real da operação inaugural — e ela diverge, em pontos relevantes, da versão oficial.

A FROTA REAL DA OPERAÇÃO — FATOS

A comunicação oficial descreve a operação em três elos. O navio graneleiro é carregado no Terminal de Uso Privado (TUP) em Luís Correia e navega até a área de fundeio, a aproximadamente 37 quilômetros da costa, onde encontra o navio-pulmão — embarcação equipada com galpões, guindastes e esteiras que funciona como armazém e plataforma de transferência. Do navio-pulmão, o minério é transferido para o navio de classe oceânica, com capacidade superior a 100 mil toneladas, que segue para os mercados compradores (Cidades em Foco: https://cidadesemfoco.com/apos-116-anos-porto-piaui-inicia-operacoes-com-exportacao-de-minerio-de-ferro-para-a-china-entenda-a-logistica/).

O AIS revela quem é quem nessa cadeia:

O navio oceânico: MARINE VICTORY (IMO 9455533, MMSI 636021647, indicativo 5LEZ6, bandeira Libéria)

  • Graneleiro construído em 2011, 250 metros de comprimento por 43 de boca, porte bruto de 114.091 toneladas, classificado como “Baby Cape” — a menor subclasse da família Capesize
  • Calado máximo registrado em seu histórico operacional: 18,3 metros, com média de 11,8 metros
  • Situação capturada: fundeado (“at anchor”), 0 nó, calado atual de 7,3 metros — condição típica de lastro, ou seja, vazio, à espera da carga
  • Destino declarado: BR LUIS CORREIA. ETA declarada: 14 de junho, 14h00 — o navio espera ao largo há 23 dias, e contando
  • Posição: 2.60016 S / 41.66450 W, cerca de 31 km da costa de Luís Correia

A plataforma de transbordo: VENTURE (IMO 9233416, MMSI 636021998, indicativo 5LGR9, bandeira Libéria)

  • Graneleiro autodescarregável de projeto “OS-Max Self-Unloader 48K”, porte bruto de 48.184 toneladas, 190 por 32 metros, capacidade de porão de 55.904 m³
  • Construído em 2002 no estaleiro Oshima, no Japão, operou anteriormente sob o nome BALDER, com gestão da norueguesa Klaveness — operadora historicamente especializada em autodescarregadores
  • Histórico recente: em 2025, a embarcação operava em Serra Leoa, na rota associada ao escoamento de minério de ferro por transbordo (ver box ao final). O perfil do navio — esteiras, lança de descarga e estrutura coberta visível na fotografia de registro — corresponde à descrição oficial do “navio-pulmão”
  • Situação capturada: fundeado, 0 nó, calado atual de 7,4 metros. ETA declarada: 30 de junho, 18h00 — uma semana vencida
  • Posição: 2.60780 S / 41.67050 W

O elo já conhecido: KONTA II, objeto de matérias anteriores desta série, é o navio-lançadeira (shuttle) — o único dos três que efetivamente cruza o canal e atraca no berço 401.

ONDE OS NÚMEROS OFICIAIS NÃO FECHAM — FATOS

1. O “Capesize de 200 mil toneladas” tem 114 mil. A cobertura da operação inaugural, baseada em material distribuído pela Companhia Porto Piauí, descreveu o transhipment como modalidade em que “navios Capesize, de 200 mil toneladas” ficam fundeados na costa recebendo a carga de graneleiros menores — navios apresentados como inéditos na maior parte dos portos do Nordeste (Meio News, 3 de julho de 2026: https://www.meionews.com/noticias/economia/porto-piaui-faz-1-exportacao-de-minerio-saiba-tudo-568539). O navio oceânico efetivamente posicionado ao largo de Luís Correia, o MARINE VICTORY, tem porte bruto de 114.091 toneladas, conforme registro AIS e bases públicas de dados navais — 57% do porte anunciado. O volume de carga divulgado, superior a 110 mil toneladas, coincide quase exatamente com a capacidade máxima do MARINE VICTORY, o que indica que este navio é, de fato, o destino final da carga do KONTA II.

2. Os 7 metros viraram promessa de 11,5. A cobertura da operação inaugural informa que o governo garantiu recursos para levar o canal de acesso a 11,5 metros de profundidade (Meio News, link acima). É a admissão implícita de que a profundidade atual — cerca de 7 metros, atingida após contratos de dragagem que somam aproximadamente R$ 68 milhões com aditivos, conforme documentado por esta série — não comporta operação portuária direta de exportação mineral. Registre-se: mesmo 11,5 metros não permitiriam a atracação do MARINE VICTORY plenamente carregado, cujo calado operacional médio registrado é de 11,8 metros.

3. A própria Companhia admite: a autorização definitiva do TUP ainda tramita. Em comunicado oficial divulgado ao mercado após a operação inaugural, a Companhia Porto Piauí informou que recebeu habilitação da Receita Federal para operar no Siscomex, autorização especial da ANTAQ para movimentação de cargas e Licença de Operação da Semarh — e que seguem em andamento os trâmites para a “autorização definitiva de operação” do Terminal de Uso Privado (comunicado reproduzido pelo Cidadeverde, 3 de julho de 2026: https://cidadeverde.com/noticias/458750/porto-piaui-divulga-investimentos-e-detalha-proximos-passos-das-operacoes). Em síntese, por admissão da própria empresa: a exportação inaugural, com presença do governador, ocorreu sob regime de autorização especial, com a autorização definitiva ainda em tramitação na esfera federal. Registre-se que a autorização especial é instrumento legal previsto pela ANTAQ; a reportagem não afirma irregularidade, e a pergunta sobre o fundamento e as condicionantes desse regime integra o contraditório abaixo.

4. A conta da espera. O MARINE VICTORY declara chegada em 14 de junho, até esta segunda-feira (7), 23 dias de navio oceânico fundeado e vazio — e contando. No mercado de afretamento, a estadia de um graneleiro dessa classe custa, tipicamente, dezenas de milhares de dólares por dia — custo que integra, direta ou indiretamente, a equação logística da rota piauiense.

5. A data que coincide com o calendário eleitoral. A operação inaugural, com registro fotográfico do governador acompanhando a atracação, ocorreu nos primeiros dias de julho — imediatamente antes do marco de 4 de julho da Lei 9.504/1997, que restringe atos com potencial de promoção pessoal no período eleitoral. A reportagem registra a coincidência de datas como fato; a qualificação jurídica do ato cabe às instâncias competentes.

AVALIAÇÃO DA REDAÇÃO

Os elementos a seguir são interpretação da reportagem, sujeitos ao contraditório:

  1. O transbordo não é ponte para o futuro — é a arquitetura permanente da rota. O VENTURE não é um improviso: é um autodescarregador especializado, com histórico recente na operação de transbordo de minério de Serra Leoa, um dos casos mais conhecidos do mundo de exportação mineral por porto raso. Sua contratação indica planejamento de operação continuada nesse modelo — com custo de dupla ou tripla movimentação embutido em cada tonelada, até que exista, se existir, infraestrutura de águas profundas.
  2. A narrativa dos “200 mil” infla o feito. Anunciar Capesize de 200 mil toneladas e operar com um Baby Cape de 114 mil não é detalhe técnico: o frete por tonelada — justificativa central do modelo — depende diretamente do porte do navio oceânico. A promessa de escala não se confirmou na primeira operação.
  3. A dragagem de R$ 68 milhões comprou 7 metros; agora se anunciam 11,5. O contribuinte tem o direito de saber quanto custará o novo aprofundamento, quem o executará, e por que a meta anterior — vendida como suficiente — não era.

CONTRADITÓRIO

À Companhia Porto Piauí S.A. e ao Governo do Estado do Piauí, a reportagem encaminha os seguintes questionamentos e solicita resposta:

  1. As embarcações MARINE VICTORY (IMO 9455533) e VENTURE (IMO 9233416) integram a operação de exportação inaugurada com o KONTA II? Em que funções e sob contrato com quem?
  2. Por que a comunicação oficial anuncia navios Capesize de 200 mil toneladas se o navio oceânico posicionado tem porte de 114 mil toneladas? Há previsão contratual de emprego de Capesize plenos nesta rota?
  3. Quem suporta o custo de estadia do MARINE VICTORY, fundeado desde meados de junho, e do VENTURE, desde o fim de junho? Qual o valor diário e o total acumulado?
  4. Qual o custo do afretamento do navio-pulmão e da operação de transbordo, por tonelada, e como esse custo se compatibiliza com a alegada economia de R$ 9 milhões por navio? Solicita-se a memória de cálculo dessa estimativa.
  5. Qual a profundidade batimétrica homologada do canal na presente data, atestada por qual levantamento? Qual o custo estimado, a fonte de recursos e o cronograma do aprofundamento anunciado para 11,5 metros?
  6. Sob qual fundamento jurídico e com quais condicionantes a operação comercial foi iniciada sob autorização especial da ANTAQ, antes da autorização definitiva do TUP? Qual o prazo previsto para a emissão da autorização definitiva e o que ainda pende?
  7. A escolha da data da operação inaugural, dias antes de 4 de julho, considerou o calendário da Lei 9.504/1997?

À Lion Mining, exportadora identificada na operação, a reportagem encaminha os seguintes questionamentos e solicita resposta:

  1. A empresa confirma que a carga embarcada no KONTA II tem como destino final o MARINE VICTORY, via transbordo pelo VENTURE?
  2. Qual o custo logístico total por tonelada da rota Luís Correia (mina–píer–transbordo–navio oceânico) em comparação com a rota Pecém anteriormente utilizada?
  3. Quem contratou e quem remunera o VENTURE e o MARINE VICTORY, e quem arca com a estadia decorrente da espera desde 14 e 30 de junho? A empresa pode confirmar o histórico de afretamento do VENTURE, inclusive sua operação anterior em Serra Leoa?

O espaço segue aberto e as respostas serão publicadas na íntegra.

AOS ÓRGÃOS DE CONTROLE

Diante dos fatos narrados — divergência entre o porte anunciado e o porte real do navio oceânico, início de operação comercial sob autorização especial com a autorização definitiva do TUP ainda em tramitação, custos de espera não divulgados e anúncio de novo aprofundamento do canal após R$ 68 milhões já gastos em dragagem —, esta redação solicita ao Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI), ao Ministério Público de Contas (MPC-PI) e ao Ministério Público do Estado do Piauí (MP-PI) que informem se já têm conhecimento do caso e quais medidas pretendem adotar, em especial quanto à auditoria dos custos logísticos da operação de transbordo e da memória de cálculo da economia divulgada. Esta redação se coloca à disposição para fornecer a documentação de rastreamento que embasa esta matéria e se compromete a publicar as respostas na íntegra.

BOX — O navio que veio de Serra Leoa: o VENTURE e o modelo que o Piauí importou

O graneleiro autodescarregável VENTURE não chegou à costa do Piauí por acaso. Antes de declarar destino “BR LCI”, a embarcação operava do outro lado do Atlântico, em Serra Leoa — registros de rastreamento de 2025 a situam navegando entre Freetown e o Queen Elizabeth Quay, com passagem registrada por Pepel. E Pepel é, precisamente, o caso de escola mundial da exportação de minério de ferro por porto raso via transbordo.

A história ajuda a entender o que o Piauí está reproduzindo. Pepel, na foz do rio Sierra Leone, exporta minério de ferro desde 1933, trazido por ferrovia das minas de Marampa; a atividade foi suspensa em 1975 e o porto caiu em desuso, até ser reativado em 2011 pela mineradora African Minerals, que explorava as reservas de Tonkolili — o primeiro embarque, de 40 mil toneladas, teve como destino a siderúrgica Shandong Iron and Steel, na China. Como o estuário não comporta navios oceânicos carregados, a African Minerals instalou em Pepel uma estrutura de transbordo para atender navios Capesize, enquanto outra mineradora, a London Mining, passou a exportar de Marampa usando barcaças fluviais e transbordo ao largo de Freetown. O arranjo é idêntico ao adotado em Luís Correia: navios de transbordo transferem a carga para os navios oceânicos fundeados na área de ancoragem.

O paralelo vai além da técnica. O destino da carga é o mesmo — a China, para onde segue também o minério piauiense da Lion Mining. E a lição de Serra Leoa é dupla. De um lado, o modelo funciona: o país chegou a exportar 12 milhões de toneladas anuais por transbordo. De outro, ele nunca deixou de ser um paliativo caro: desde a década passada os planos de expansão previam a construção de um porto de águas profundas em Tagrin Point, com ferrovia de 190 km, justamente para escapar da dependência do transbordo — obra que, mais de uma década depois, segue no papel.

É esse o precedente que o VENTURE traz no casco: um navio forjado na operação que virou sinônimo, no mercado de granéis, de exportação mineral sem porto de verdade. A pergunta que Serra Leoa deixa para o Piauí é se o transbordo será ponte para a infraestrutura definitiva — ou, como lá, um provisório que dura décadas, cobrando pedágio em cada tonelada embarcada.

FONTES DESTA REPORTAGEM

Dados de rastreamento e registros navais

  1. Capturas de tela do rastreamento AIS das embarcações MARINE VICTORY e VENTURE realizadas pela redação em 7 de julho de 2026, com posição, calado, velocidade, situação e ETA declaradas — arquivadas pela reportagem e à disposição dos órgãos de controle.
  2. Ficha da embarcação MARINE VICTORY (IMO 9455533) — VesselFinder: https://www.vesselfinder.com/vessels/details/9455533
  3. Histórico operacional do MARINE VICTORY, incluindo calados médio (11,8 m) e máximo (18,3 m) registrados — FleetMon: https://www.fleetmon.com/vessels/marine-victory_9455533_2130763/
  4. Classificação do MARINE VICTORY como graneleiro da subclasse “Baby Cape”, porte bruto de 114.091 toneladas — Maritime Optima: https://maritimeoptima.com/public/vessels/pages/imo:9455533/mmsi:636021647/MARINE_VICTORY.html
  5. Ficha técnica da embarcação VENTURE (IMO 9233416): projeto OS-Max Self-Unloader 48K, porte de 48.184 toneladas, capacidade de porão de 55.904 m³, e registro de operação em Serra Leoa (Freetown/Queen Elizabeth Quay) em 2025 — Shipnext: https://shipnext.com/vessel/9233416-venture
  6. Ficha da embarcação VENTURE — VesselFinder: https://www.vesselfinder.com/vessels/details/9233416
  7. Histórico do VENTURE sob o nome anterior BALDER: construção no estaleiro Oshima (Japão, 2002) e gestão da norueguesa Klaveness — ShipSpotting: https://www.shipspotting.com/photos/367803
  8. Registro de posição do VENTURE na área de Pepel (Serra Leoa) — Maritime Optima: https://maritimeoptima.com/public/vessels/pages/imo:9233416/mmsi:525200105/VENTURA_.html

Comunicação oficial e cobertura da operação inaugural

  1. Comunicado oficial da Companhia Porto Piauí ao mercado — autorização especial da ANTAQ, Licença de Operação da Semarh, habilitação no Siscomex e trâmites em andamento para a autorização definitiva do TUP — reproduzido por Cidadeverde, 3 de julho de 2026: https://cidadeverde.com/noticias/458750/porto-piaui-divulga-investimentos-e-detalha-proximos-passos-das-operacoes
  2. Cobertura da operação inaugural com a descrição oficial do transhipment (“navios Capesize, de 200 mil toneladas”), a carga de mais de 110 mil toneladas, a economia estimada de R$ 9 milhões por navio e o anúncio de aprofundamento do canal para 11,5 metros — Meio News: https://www.meionews.com/noticias/economia/porto-piaui-faz-1-exportacao-de-minerio-saiba-tudo-568539
  3. Descrição oficial da logística em três embarcações (navio-lançadeira, navio-pulmão e navio oceânico) e da área de fundeio a aproximadamente 37 km da costa, com destino da carga à China — Cidades em Foco: https://cidadesemfoco.com/apos-116-anos-porto-piaui-inicia-operacoes-com-exportacao-de-minerio-de-ferro-para-a-china-entenda-a-logistica/
  4. Reproduções do mesmo material de divulgação oficial, com texto idêntico sobre os “navios Capesize de 200 mil toneladas”, em ao menos três outros portais — WebPiaui: https://www.webpiaui.com.br/localizacao/rotativos/porto-realiza-a-primeira-exportacao-de-minerio-de-ferro-da-historia/ | Portal do Águia: https://www.portaldoaguia.com.br/2026/07/sob-gestao-de-rafael-fonteles-porto.html | Piauí Hoje: https://piauihoje.com/noticias/economia/sob-a-gestao-de-rafael-porto-piaui-faz-historia-com-a-1a-exportacao-de-minerio-de-ferro-460012.html

Box — o precedente de Serra Leoa

  1. Histórico do porto de Pepel: exportação de minério desde 1933, ferrovia de 84 km até Marampa, suspensão em 1975 — Britannica: https://www.britannica.com/place/Pepel-Sierra-Leone | Wikipedia: https://en.wikipedia.org/wiki/Pepel
  2. Reativação de Pepel em 2011 pela African Minerals, primeiro embarque de 40 mil toneladas com destino à Shandong Iron and Steel (China) — Vesseltracker: https://webservice.vesseltracker.com/en/Port/Pepel/Dashboard.html
  3. Instalação de estrutura de transbordo para navios Capesize em Pepel e operação da London Mining com barcaças e transbordo ao largo de Freetown; exportações de Serra Leoa atingindo 12 milhões de toneladas anuais — Greenwich Maritime Institute: https://maritimeatgreenwich.wordpress.com/2014/08/06/bulking-up-in-africa-china-inflates-seaborne-minerals-export-trade/
  4. Descrição operacional do transbordo em Pepel (navios de transbordo transferindo para navios oceânicos na área de fundeio) — Afrimarine: https://www.afrimarine-guinea.com/news/Iron-ore-transhipment-in-Sierra-Leone-Pepel.php
  5. Projeto de porto de águas profundas em Tagrin Point com ferrovia de 190 km, alternativa planejada ao transbordo e não executada — Wikipedia (Pepel), link acima.

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