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MPPI mantém investigação sobre cobertura cardiovascular de alta complexidade no Piauí

Inquérito civil em análise no Conselho Superior do Ministério Público acompanha oferta de serviços especializados na rede estadual de saúde

Teresina, 5 de junho de 2026

O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) incluiu na pauta de julgamento do Plenário Virtual do Conselho Superior do Ministério Público um inquérito civil que acompanha a cobertura assistencial da atenção cardiovascular de alta complexidade no Estado do Piauí.

O procedimento consta no Diário Oficial Eletrônico do MPPI, Ano X, Edição nº 2029, disponibilizada em 3 de junho de 2026 e publicada em 8 de junho de 2026.

Segundo o registro oficial, trata-se do Inquérito Civil SIMP nº 000210-027/2017, originário da 12ª Promotoria de Justiça de Teresina.

O que diz o documento

A publicação registra que o procedimento tem por finalidade:

“Apurar a possível insuficiência da cobertura assistencial da atenção cardiovascular de alta complexidade no Estado do Piauí.”

O caso integra a pauta de julgamento do Conselho Superior do Ministério Público.

O que está sendo analisado

O objeto da investigação é verificar se a estrutura de atendimento cardiovascular de alta complexidade disponível no estado atende adequadamente à demanda da população.

Os serviços cardiovasculares de alta complexidade incluem procedimentos especializados, internações, cirurgias cardíacas, exames diagnósticos avançados e atendimento de pacientes com doenças graves do sistema cardiovascular.

A publicação não detalha quais unidades de saúde estão sendo avaliadas nem informa dados sobre filas, demanda reprimida ou capacidade instalada.

O problema administrativo

A assistência cardiovascular de alta complexidade integra os serviços especializados do Sistema Único de Saúde e depende de planejamento regional, habilitação de unidades e oferta de estrutura adequada para atendimento dos pacientes.

A eventual insuficiência dessa cobertura pode impactar o acesso da população a procedimentos especializados.

Contudo, o documento analisado não apresenta conclusão sobre deficiência comprovada da rede estadual nem aponta descumprimento específico de norma legal por qualquer órgão público.

O que existe, segundo a publicação, é uma investigação ministerial em andamento.

O que os documentos não informam

O Diário Oficial não apresenta:

  • quantitativo de pacientes afetados;
  • tempo médio de espera;
  • número de procedimentos realizados;
  • hospitais envolvidos;
  • auditorias da rede cardiovascular;
  • eventuais recomendações emitidas pelo MPPI;
  • manifestação da Secretaria de Estado da Saúde.

Sem esses elementos, não é possível concluir sobre a extensão dos fatos investigados.

Contraditório

A Rádio Calçada solicita esclarecimentos à Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (SESAPI):

  1. Qual a atual capacidade instalada da rede cardiovascular de alta complexidade no estado?
  2. Existem filas de espera para procedimentos cardiovasculares especializados?
  3. Houve ampliação ou redução da oferta de serviços nos últimos anos?
  4. Quais providências foram adotadas em relação ao Inquérito Civil SIMP nº 000210-027/2017?
  5. Qual a situação atual da cobertura cardiovascular de alta complexidade no Piauí?

A Rádio Calçada também solicita ao Ministério Público informações sobre a fase processual atual do inquérito.

Até o fechamento desta reportagem, nenhuma resposta havia sido recebida.

A matéria será atualizada diante de qualquer manifestação enviada à redação.

Situação atual

O procedimento permanece em tramitação perante o Ministério Público e integra a pauta de julgamento do Conselho Superior do MPPI, conforme publicação oficial.

Não há registro de arquivamento ou decisão final.

Possíveis desdobramentos

Após análise do Conselho Superior, o procedimento poderá ter prosseguimento, ser arquivado ou resultar em medidas administrativas e institucionais previstas na legislação aplicável.

Até o momento, não existe decisão definitiva publicada sobre o caso.


DIREITO DE RESPOSTA — A Rádio Calçada solicita posicionamento dos envolvidos e atualiza esta matéria diante de qualquer esclarecimento recebido. As informações podem ser encaminhadas para: redacao@radiocalcada.com.br


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