Teresina - PI /
junho 1, 2026 09:46

Menu

A espiral do crédito no Piauí: tudo o que o governo Fonteles já contratou e o que ainda pede.

Em ano de reeleição, o maior ciclo de operações de crédito da história do estado virou o centro do duelo entre o Palácio de Karnak e uma oposição que tenta transformar a dívida em arma de campanha. Um raio-X técnico — e politicamente decisivo.

Rádio Calçada — Monitoramento DOE-PI · Senado Federal · Alepi · STN · IBGE

R$ 7,5 mil por piauiense

Somadas todas as operações de crédito que o governo Rafael Fonteles pediu ou teve autorizadas entre 2023 e 2026 — cerca de R$ 25,34 bilhões —, e dividido o total pela população do estado (3,38 milhões de habitantes, IBGE 2025), chega-se a ~R$ 7.497 por habitante. Para uma família de quatro, cerca de R$ 30 mil.

Componente Valor Por habitante
Crédito novo (obras e custeio) ~R$ 12,26 bi ~R$ 3.627
Reestruturação / rolagem ~R$ 13,08 bi ~R$ 3.870
Total pedido/autorizado ~R$ 25,34 bi ~R$ 7.497

De cada R$ 7,5 mil “por pessoa”, só ~R$ 3,6 mil são recurso novo; o resto é dívida empurrada para frente. A carga já contraída (estoque STN 2024, R$ 13,178 bi) equivale a ~R$ 3,9 mil/hab; o serviço anual da dívida, a ~R$ 592/hab/ano. [V] O total depende de confirmar a operação de 2024 e checar sobreposições.

O endividamento do Piauí deixou de ser uma página de planilha. Em 2026, com Rafael Fonteles (PT) tentando a reeleição, o volume de empréstimos contratados e solicitados pelo Palácio de Karnak virou o eixo de um embate que opõe a tese governista do “maior ciclo de investimentos da história” à acusação da oposição de que o estado entrou numa espiral de crédito cujo custo recairá sobre administrações futuras. Esta reportagem reconstrói, operação por operação, o que foi contratado e o que ainda tramita — e mostra por que a dívida se tornou o tema mais explosivo da disputa estadual.

O essencial: dois tipos de dívida que não se somam ingenuamente

A captação de recursos do governo combina dois tipos de operação que precisam ser lidos separadamente. O primeiro é o crédito novo para investimento — dinheiro que de fato entra no caixa para rodovias, mobilidade urbana, segurança, saúde, infraestrutura hídrica, transformação digital, meio ambiente e aporte em estatais. O segundo é a reestruturação ou recomposição do principal — operações que substituem dívidas já existentes por novos contratos com prazo mais longo e juros menores. Tecnicamente, é rolagem: empréstimo novo para quitar empréstimo antigo.

A distinção é o eixo de toda a análise. Quando o governo anuncia “economia” de bilhões, refere-se em regra à rolagem — alívio de fluxo de caixa, não poupança fiscal primária, e sem redução do estoque. Quando a oposição fala em “endividamento”, mira o crédito novo. Os dois fenômenos coexistem, e qualquer número agregado só faz sentido desmembrado.

Tabela-mestra: todas as operações (2023–2026)

Valores em R$ bilhões; conversões aproximadas na cotação da fonte. C = confirmado; V = a verificar.

# Ano Projeto / Lei / Resolução Credor Tipo Valor orig. R$ bi Status Marc.
1 2023 PRS 102/2023 BID Novo US$ 100 mi 0,49 Senado 14/11/2023 C
2 2023 PRS 101/2023 Fida (ONU) Novo US$ 18 mi 0,11 Senado 14/11/2023 C
3 2024 Operação de infraestrutura n/d Novo ~R$ 2,5 bi 2,50 A confirmar V
4 2025 PLOG 47/25 Banco do Brasil Novo R$ 2,98 bi 2,98 Alepi (mai/2025) C
5 2025 PLOG 51/25 BID Novo ~R$ 280 mi 0,28 Alepi (mai/2025) C
6 2025 PLOG 52/25 BID Novo ~R$ 290 mi 0,29 Alepi (mai/2025) C
7 2025 PLOG 48/25 BIRD Reestrut. ~R$ 2,2 bi 2,20 Alepi (mai/2025) C
8 2025 PLOG 49/25 Banco do Brasil Reestrut. R$ 5,8 bi 5,80 Alepi (mai/2025) C
9 2025 Lei 8.895/25 (PL 115/2025) Banco do Brasil Novo R$ 4,98 bi 4,98 Alepi 16/12/2025 C
10 2025 PL 112/2025 BID Reestrut. US$ 600 mi 3,25 Alepi 09/12/2025 C
11 2026 PRS 12/2026 AFD (França) Novo € 39 mi 0,23 Senado 26/05/2026 C
12 2026 PRS 13/2026 (MSF 24/2026) BIRD Reestrut. ¥ 58 bi 1,83 Senado 26/05/2026 C
13 2026 Novos empréstimos (mai/2026) n/d Novo R$ 395 mi 0,40 Alepi 27/05/2026 C

TOTAL pedido/autorizado: 25,34

Crédito novo: 12,26

Reestruturação / rolagem: 13,08

Leia a tabela com três ressalvas. (1) Autorizar ≠ contratar ≠ desembolsar — parte das operações de 2025 ainda não foi liberada pelas instituições. (2) A operação do BIRD (linha 12) refinancia R$ 1,67 bi de dívida com o BB que pode já estar contabilizada em pacote anterior; havendo sobreposição, o total líquido é menor. (3) As conversões de moeda variam com o câmbio — fixar uma data única antes de publicar. [V]

O detalhamento, ano a ano

2023 — SEGURANÇA HÍDRICA [C]

O Senado aprovou, em 14/11/2023, duas operações externas que somaram US$ 118 milhões (~R$ 600 milhões), voltadas ao Projeto Integrado de Segurança Hídrica das bacias dos rios Piauí e Canindé. A primeira, PRS 102/2023, com o BID, de US$ 100 milhões, tem conclusão prevista para 2047, amortização de 16 anos e meio e contrapartida estadual de US$ 25 milhões. A segunda, PRS 101/2023, com o Fida (agência da ONU), de US$ 18 milhões, abrange 138 municípios. Correção de erro recorrente: versões que citam só “BID — R$ 491 milhões” omitem a parcela do Fida.

2024 — OPERAÇÃO DE ~R$ 2,5 BILHÕES [V]

O governo encaminhou à Alepi pedido de cerca de R$ 2,5 bilhões para infraestrutura, rodovias, mobilidade, saúde, educação e segurança, com pagamentos escalonados, segundo levantamento a partir do RGF, entre 2024 e 2036. Valor exato e lei de autorização a confirmar.

MAIO DE 2025 — O PACOTE DE ~R$ 11,5 BILHÕES [C]

A Alepi aprovou cinco operações que, somadas, ultrapassaram R$ 11 bilhões (linhas 4 a 8). No PLOG 49/25 (R$ 5,8 bi, reestruturação de sete contratos com o BB), o governo projetou economia de R$ 894 milhões. A oposição defendeu, sem sucesso, redirecionar parte dos recursos novos ao combate à seca no semiárido.

Documento-chave [V]: a Lei estadual nº 8.690, de 15/05/2025, traz em seu Anexo Único a lista nominal dos contratos reestruturados — peça essencial para identificar quais dívidas foram roladas e checar a possível dupla contagem da operação do BIRD.

OUTUBRO DE 2025 — CONTRAGARANTIAS COM A UNIÃO [V]

O DOU publicou extratos de contragarantia relativos a operações com o Banco do Brasil: um contrato de R$ 548,1 milhões e um conjunto somando R$ 4,469 bilhões, ambos para reestruturação. A contragarantia é o mecanismo pelo qual a União, ao garantir a operação, pode reter repasses (FPE, cotas de ICMS) em caso de inadimplência — é o que viabiliza juros menores e o que expõe o caixa estadual.

DEZEMBRO DE 2025 — LEI 8.895/25 (R$ 4,98 BI) E BID (US$ 600 MI) [C]

A Lei 8.895/25 autorizou R$ 4,98 bilhões com o Banco do Brasil (crédito novo) para infraestrutura, mobilidade, segurança, saúde, infraestrutura hídrica, transformação digital e aporte em estatais. Aprovada em 16/12/2025 com voto contrário do deputado Gustavo Neiva, prevê recursos a partir de 2027, com execução em 2027 e 2028 — autorização que alcança o mandato seguinte.

Já o PL 112/2025 autorizou US$ 600 milhões (~R$ 3,25 bilhões) com o BID, para reestruturação, aprovado em 09/12/2025. [V] as datas de sanção (19/12 e 15/12) e o nome “Projeto de Qualidade Fiscal”.

MAIO DE 2026 — AS OPERAÇÕES DO SENADO E DA ALEPI [C]

Em 26/05/2026, o Senado autorizou duas operações externas: AFD (França), €39 milhões (~R$ 228 mi), para o Projeto Piauí Verde e Sustentável (174 meses, contrapartida de €9,75 milhões); e BIRD/Banco Mundial, ¥58 bilhões (~R$ 1,83 bi), para reestruturação (programa “Piauí Futuro”), com prazo de 336 meses (24 de carência).

O relator no Senado registrou que os contratos a reestruturar somavam R$ 1,67 bilhão com o BB em novembro de 2025; o secretário de Fazenda, Emílio Júnior, confirmou que R$ 1,6 bilhão quitará dois contratos de 2025 com o banco — confirmação oficial da rolagem.

No dia seguinte, 27/05, a Alepi aprovou dois empréstimos com a Caixa (Pró-Transporte) para o metrô de Teresina, R$ 395 milhões em novos empréstimos e o PLOG 58/26, que revoga o art. 6º da Lei 8.895/25 — “formalidade técnica” para o governo, encarecimento da dívida para a oposição. [V]

A engenharia da reestruturação

A reestruturação substitui contratos internos — indexados a taxas domésticas elevadas (CDI/Selic) — por empréstimos de instituições multilaterais, com carência mais longa e juros menores.

O PL 49/2025 (R$ 5,8 bi) previa CDI + 1,22% ao ano, prazo de 25 anos com dois de carência. O governo estima economia nominal projetada de R$ 5,1 bilhões até 2030 [C].

O ponto técnico decisivo: essa “economia” é alívio de fluxo de caixa (juros e prazo), não redução do estoque — que, na rolagem, permanece ou cresce, com vencimento empurrado para gestões futuras, em alguns casos até 2047 (BID) e por volta de 2054 (BIRD).

Indicadores e contexto fiscal

ESTOQUE E RELAÇÃO COM A RECEITA

Os números variam conforme o conceito e a data. A STN apurou, em 2024, dívida total de cerca de R$ 13,178 bilhões, dos quais ~R$ 10,372 bilhões atribuídos aos governos petistas [C].

A SEPLAN-PI informou estoque equivalente a 62,72% da Receita Corrente Líquida (RCL) [C].

Já levantamento do Portal AZ, em abril de 2026, apontou o endividamento em 76,71% da RCL — ou seja, o estado deveria o equivalente a R$ 76,71 de cada R$ 100 que arrecada [V], indicando trajetória de alta.

CAPACIDADE DE PAGAMENTO E LIMITES [C]

O Piauí obteve nota “B+” na CAPAG (Capacidade de Pagamento da STN) em 2023, 2024 e 2025 — três anos consecutivos.

A nota B indica boa saúde financeira e elegibilidade a crédito com garantia da União; o “+” decorre de o estado ter nota A no Ranking da Qualidade da Informação Fiscal e Contábil (Siconfi).

O estado não tem dívida com a União — diferencial que o governo usa como principal argumento.

Os limites informados pela SEFAZ [V]: contratação anual de até 16% da RCL (~R$ 2,7 bi/ano) e capacidade de endividamento de até 200% da RCL (~R$ 36 bi), com margem operada em torno de R$ 14 bilhões.

Só em 2025, segundo o secretário, o estado contratou cerca de R$ 11 bilhões.

CONCENTRAÇÃO, DESEMBOLSO E O FUNDO DE EQUALIZAÇÃO

Três pontos completam o quadro.

Primeiro: autorizar não é desembolsar — parte das operações de 2025 ainda não foi liberada pelas instituições.

Segundo: a concentração no Banco do Brasil, com parcela expressiva do passivo num único credor e rolagens que trocam dívida do próprio BB por novos contratos com o mesmo banco.

Terceiro: por não dever à União, o Piauí ficou inicialmente de fora do PROPAG e articulou sua inclusão via Fundo de Equalização Federal (FEF), criado pela Lei Complementar nº 212/2025 [V].

A dívida na campanha de 2026

É aqui que a planilha encontra a urna. O Piauí elege governador em 2026 com Rafael Fonteles buscando o segundo mandato, e o endividamento se tornou o vetor que organiza o discurso dos dois campos.

O TABULEIRO

Fonteles, filho de Nazareno Fonteles — um dos fundadores do PT no estado — e ex-secretário da Fazenda, foi eleito em primeiro turno em 2022, com 57,17% dos votos válidos, dando sequência a um ciclo do PT no Palácio de Karnak que remonta a 2015, sob Wellington Dias.

Tem como vice na chapa Washington Bandeira (PT) e ancora a pré-campanha na expansão da Uespi, do Piauí Instituto de Tecnologia e da rede de exames.

Do outro lado, a oposição se organiza em torno de Joel Rodrigues (PP), ex-prefeito de Floriano, lançado em março de 2026 e articulado pelo senador Ciro Nogueira (PP), principal nome da centro-direita estadual e ele próprio candidato ao Senado.

Completam o campo o jornalista Toni Rodrigues (PL) e uma coligação entre PSDB, Cidadania e Podemos (Lúcia Santos, Jesus Rodrigues e Mainha).

Ao todo, chegam a cerca de dez pré-candidaturas.

AS PESQUISAS DIVERGEM — E MUITO

O retrato eleitoral é disputado inclusive entre institutos.

A AtlasIntel (1.240 entrevistados, 13 a 18 de maio de 2026) apontou Fonteles com 69,3% das intenções no cenário estimulado, contra 27% de Joel Rodrigues, sugerindo vitória em primeiro turno.

Já o Instituto Veritá (1.220 entrevistados, 26 a 30 de abril, registro TRE-PI 09508/2026) mostrou empate técnico nos votos válidos — Joel com 44,1% e Fonteles com 43,6% — e rejeição do governador em 47,2%.

A distância entre os dois levantamentos é grande o bastante para que cada campo escolha o seu: a oposição exibe o Veritá; o governo, a AtlasIntel.

Veículos ligados à oposição questionam a credibilidade de institutos locais que apontariam vantagem folgada do governo; não há, até o fechamento, decisão de órgão de controle sobre essas alegações. [V — acompanhar novas pesquisas registradas no TRE-PI.]

“De 2023 para cá, o Piauí, com seus três milhões de habitantes, pegou mais de R$ 18 bilhões emprestado. São Paulo, com 46 milhões e a maior economia do país, pegou R$ 22 bilhões no mesmo período. (…) Ou muda esse caminho, ou aperta o cinto, porque quando vier a batida, vai dar PT, perda total.”

— Ciro Gomes (PSDB), ex-ministro e ex-governador do Ceará, em vídeo de março de 2026. Citação verificada; circulam versões com os valores trocados.

A DÍVIDA COMO ARMA — E COMO ESCUDO

Para a oposição, o endividamento sintetiza três acusações: que o ritmo é incompatível com o tamanho da economia piauiense; que boa parte é rolagem (“empréstimo para pagar empréstimo”); e que o custo recai sobre o futuro, já que parcelas se estendem por décadas e recursos como os da Lei 8.895/25 só entram em 2027–2028, quando o atual mandato já terá terminado.

O ataque mais ruidoso veio de fora: o cearense Ciro Gomes, pré-candidato no estado vizinho, fez do Piauí exemplo negativo.

No Senado, ao apreciar a garantia federal à operação do BIRD, Magno Malta (PL-ES) ironizou o valor — “Vão construir outro Piauí?” — e alertou para a responsabilidade solidária da União como fiadora.

Na Alepi, Gustavo Neiva (PP) é voz recorrente contra os pacotes.

O governo responde com um escudo técnico.

Fonteles sustenta que o acesso ao crédito é, em si, prova de saúde fiscal — “nenhuma instituição emprestaria a um ente insolvente” — e contrasta o Piauí, sem dívida com a União, a estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com passivos federais na casa das centenas de bilhões.

Reduz o endividamento a cerca de 15% do PIB estadual, invoca a nota B+ e traduz a captação em obra imediata:

“O povo quer a rodovia boa agora, o asfalto na sua rua agora, a escola boa agora, o hospital bom agora.”

Em tom de campanha, chegou a afirmar que “parte da elite” trabalharia contra o estado.

“Quem critica a operação de crédito é contra a estrada boa, é contra a escola de tempo integral, é contra hospital ampliado, reformado e modernizado.”

— Rafael Fonteles (PT), governador do Piauí, ao rebater críticas às operações de crédito.

Risco cambial

Parte relevante das operações está denominada em moeda estrangeira — dólar (BID), euro (AFD) e iene (BIRD).

Os juros multilaterais são baixos, mas uma desvalorização acentuada do real infla automaticamente o saldo devedor e as parcelas em moeda nacional, mesmo sem novas contratações.

A mitigação é a contragarantia de receitas próprias (ICMS e FPE) vinculadas à União: assegura o pagamento aos credores, mas pode comprometer receitas correntes do estado em cenário de crise cambial sistêmica.

Contraditório — perguntas à SEFAZ-PI e à SEPLAN-PI

Para assegurar o equilíbrio, Rádio Calçada encaminhou as seguintes perguntas, com prazo de resposta:

  1. Qual o valor total efetivamente contratado (desembolsado e a desembolsar) desde 1º/01/2023, discriminando crédito novo e reestruturação?
  2. Quais contratos originais foram substituídos nas reestruturações? Solicita-se cópia do Anexo Único da Lei nº 8.690/2025.
  3. Qual o estoque atual da Dívida Consolidada e da DCL e sua relação com a RCL no último RGF (com indicação do quadrimestre)?
  4. Confirma-se que R$ 1,6 bilhão da operação com o BIRD quita dois contratos de 2025 com o Banco do Brasil? Quais?
  5. Qual o custo financeiro comparado (taxa, indexador, prazo) que sustenta a economia de R$ 5,1 bilhões? Solicita-se a memória de cálculo.
  6. No PLOG 58/26, o art. 6º revogado da Lei 8.895/25 previa débito automático em conta para o Banco do Brasil? Qual o impacto sobre os juros?
  7. Qual o serviço anual da dívida (juros + amortização) projetado para 2026, 2027 e 2028, e que percentual da RCL representa?
  8. Há operações autorizadas e ainda não liberadas pelas instituições por restrição de capacidade de pagamento? Quais e por quê?
  9. Existe pedido autônomo, em tramitação, de operação de R$ 1,67 bilhão voltada a VLTs, SUS e rodovias? Número do projeto e data de entrada?

Matéria a ser atualizada com as respostas do Governo do Estado. Os itens marcados [V] dependem de checagem documental primária antes da publicação (ver checklist de verificação). Pesquisas eleitorais citadas são retratos do momento, com margens de erro próprias e registro no TRE-PI.

Contato da redação: redacao@radiocalcada.com.br
Chave Pix: 86.9.99991.9990.

Nota de método e legenda. Esta reportagem consolida as operações de crédito autorizadas e contratadas pelo Governo do Estado do Piauí entre 2023 e 2026, a partir de fontes primárias (Resoluções do Senado, projetos e leis na Alepi, extratos no Diário Oficial da União, demonstrativos fiscais da SEFAZ-PI, estimativas do IBGE e pesquisas eleitorais registradas no TRE-PI). Cada dado recebe um marcador: [C] Confirmado em fonte oficial/primária; [V] A verificar antes da publicação. Valores em moeda estrangeira são aproximados e variam com o câmbio. A linguagem é condicional onde o dado não está fechado, sem atribuição de intenção ou de ilegalidade. Pesquisas são retratos do momento, sujeitas a margem de erro.

Mais lidas

Veja mais

FIQUE A FRENTE DOS ACONTECIMENTOS!

Deixe seu e-mail e receba análises profundas, furos de reportagem e os bastidores do poder toda semana.